Hoje vou falar sobre a minha separação com o minha mãe Malhada. Mas, como vocês já sabem um pouco dessa história, irei enfatizar o que os especialistas dizem sobre isso e o que eu realmente acho sobre o assunto. Muitas pessoas pegam filhotes já desmamados, aproximadamente de 2 à 4 meses de vida. Sendo vermifugados, castrados e já vacinados. Então qual é a idade correta de separar um filhote de sua mãe?
Os cães vivem em martilhas e nessas martilhas familiares eles criam sua identidade. E essa identidade acontece quando o filhote está em fase de imprinting canino que é a fase do reconhecimento de sua hierarquia e seu papel como cão. O filhote aprenderá sobre aspectos sociais e psicológicos da sua espécie e isso só é possível com a sua matilha original. Por isso não é aconselhável retirar um filhote antes do tempo certo, porque pode afetar seu desempenho social, sua aprendizagem e sua linguagem canina. Para a formação de sua personalidade, o filhote precisa do convívio com a mãe e seus irmãozinhos. Esse período pode durar de 1 a 4 meses de vida. Porém, o que se tem hoje de concreto, são 4 meses de imprinting conforme o estudo do austríaco Konrad Lorenz, vencedor do Prêmio Nobel de Fisiologia/Medicina em 1973; foi quem descobriu que existe essa fase nos animais ao pesquisar sobre os gansos.
O aprendizado começa por meio de correções vindas da mãe e dos mais velhos. Essas habilidades adquiridas são importantíssimas para a convivência deste filhote na sua futura “matilha humana”; desta forma ele poderá a se tornar um adulto equilibrado e alegre. Caso contrario, se nesse período de imprinting o cãozinho ficar só em contato com pessoas e ficar isolado do contato social com outros animais, ele reconhecerá somente as pessoas ao seu redor como sendo seu “semelhante” e poderá ser agressivo com outros cães e com pessoas estranhas, além da apresentar dificuldades para aprender.
Uma dica é visitar a ninhada de 15 em 15 dias, para acompanhar seu crescimento e matar um pouquinho da vontade de levar o pequeno pra casa. A melhor coisa a se fazer é esperar e deixar que o filhote fique com sua mãe e irmãos o máximo possível.
Agora vejamos pelo meu lado da história!
A separação não é fácil. Para nós filhotes é uma dor enorme e muitas vezes insuportável; e para a mãe também. Minha mãe ficou até doente, estava tão mal que nem comia e precisou de ajuda veterinária e eu tive que voltar para casa por uns dias. Éramos muito apegadas, porque fui a última ser doada, fiquei uns 4 meses. Meus irmão foram embora antes e quando um era dado ainda tinha o outro para ficar com ela. Mas quando me deram ela ficou sozinha, por isso foi difícil.
E para mim, na nova casa também não foi fácil a adaptação, pois chorava, não queria dormir sozinha. Tive muita sorte de ser doada por uma família conhecida da minha família primária.
Sou grata a minha família atual, pois eles me amam muito e sou bastante mimada. Entretanto, não queria ter sido separada da minha família da minha mãe; mas, aprendi que no mundo temos um lugar e um objetivo na vida. Eu fui um consolo para essa família e nela encontrei o meu lugar no mundo.
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